terça-feira, 15 de março de 2011

Capítulo 06: Happiness is a warm gun.

Dustin não sabia direito aonde ele se encontrava naquele momento. Também, não notara pela janela o caminho. O dia já estava escurecendo e havia poucas pessoas na rua. Ele tenta voltar ao Café, mas acaba se perdendo. Ele entra em uma lanchonete aberta e se acomoda em alguma mesa, deixando sua mochila em cima da mesa. Dustin estava um pouco cansado e com dor de cabeça, ele teve um dia tão longo.
- Dorothée, que lugar é esse que você me deixou? – diz enquanto passa a mão nos cabelos.
Uma garçonete chega a mesa onde ele está e pergunta se ele deseja alguma coisa, Dustin pede uma garrafa d’água. E sem demora a garçonete vem com a garrafa. Dustin diz um “Obrigado” um tanto desanimado e um pequeno sorriso. Ele se sentia perdido, num lugar completamente esquisito e sem nenhum meio de comunicação com outras. Então, como um lampejo, ele se lembra do seu celular. O celular estava dentro de sua mochila.
- Ah! Estou salvo. – ele sorri.
Primeiro ele tenta ligar para o seu pai, mas está deligado, ele liga para sua mãe, ocupado. Então, ele resolve, com um pouco de raiva, ligar para Dorothée.
O telefone chama.
Chama.
Chama.
- O que você quer, Dustin?
- Em que diabos de lugar você me largou, Dorothée? Pelo amor de Deus! Desde a hora que você me fez saltar do seu carro eu estou perdido.
- Olha, eu não...
- Não, espere aí. Você precisa vir me buscar... Por favor. Não vejo nem um táxi aqui. Por favor, Dorothée... Por favor!
- Ah... - Dorothée hesitou – Tudo bem, chorão, eu vou te buscar. Só me diz onde você está, ok?
- Eu estou um lanchonete... Azul, eu acho. O nome é... Deixe-me ver...- Dustin olha no cardápio que estava no canto da mesa – Mento’s. Ual.
- Estou indo...
- Dorothéé, olha, desculpe por hoje, tá? Eu...
- Eu sei, Dustin. Eu sei.
- E também... Dorothée? Alô? Dorothée! – ela havia desligado o telefone na casa dele – Mas que garota, viu?
Depois de mais ou menos quinze minutos ela buzina com o carro fora da lanchonete. Dustin sorri, pega suas coisa e sai. Ele entra no carro da garota, mas ela não sai com o carro.
- Dustin, olha, eu sinto muito por ter te largado por aqui, eu sinto mal. Eu me senti tão culpada depois que... você... me  ligou... – nessa hora, Dorothée estava chorando.
Dustin se aproxima da garota e a abraça. Ele sussurra para ela “Está tudo bem, eu estou bem”.
  
Eles se separam e ela, sem falar nada, limpa suas lágrimas e liga o carro. Eles vão um longo tempo em silêncio, até que Dustin, como sempre, fala alguma coisa.
- Você está bem?
- Estou, estou. E você? Como ficou esse tempo todo sem mim? – ela sorri.
- Eu não acredito nisso! – riu Dustin – Como, meu Deus, uma garota pode ser tão convencida?
- Sei lá, você deve ter, ao menos, sentido minha falta... Me ligando desse jeito...
- Olha, eu só liguei porque era a única pessoa com quem eu podia contar nesse momento e... É. Só por isso, tá? E... E... Eu nem senti sua falta! – diz Dustin, cruzando os braços e olhando para a janela. – Agora, se você puder ir, seria bom, tá?
Dorothée apenas olhava e ria do jeito que Dustin estava. Sem dizer nada, ela liga o carro e segue para a casa de Dustin.