domingo, 7 de março de 2010

Capítulo 04: I want to hold your hand. (Part.: 03)


         Spencer vai examinando tudo que havia lá dentro. Lendo alguns papéis e às vezes rindo do que a garota guardava ali. A música mudara e Spencer cantava baixinho, como se fosse para ele mesmo.
- Your heart may long for love that is more near.  So when i'm gone these words will be here. To ease every fear and dry up every tear. And make it very clear.
         Spencer não era um bom cantor, ele não sabia cantar. Porém, tinha uma voz bonita. Era calma, baixa... Quase um sussurro. Talvez isso deixava tudo mais charmoso. Porém, ele nunca iria falar que concordaria com isso. Spencer era modesto, de certa forma.
        
         Yan corria o mais rápido que pudesse pra chegar à sala de aula. Ele torcia com todas as forças para que o professor não estivesse em casa. Porém, ele era o atrasado. O professor de Física estava em sala e não seria nada fácil de convencê-lo a não levar Yan para a direção.
         Ele entra sorrateiramente, aproveitando que o professor estava anotando algo no quadro. Yan faz sinal de silêncio para todos ali e se senta em sua cadeira e coloca seu caderno aberto em uma página em branco e começa a anotar tudo muito rápido.
         O professor se chamava Adolf Grabban. Mas alguns alunos o chamavam de Hitler, simplesmente por se chamar Adolf.
Adolf era um professor muito esperto e percebeu Yan.
- Mais um atraso, Sr. Dior. Tsk, tsk. Se minha memória não me falha, creio que seja esse seu terceiro atraso. – o professor se vira e olha Yan. - Uhn?
- Professor Grabban, a culpa não foi minha. Foi do Spencer, sério. Eu fiquei esperando ele em casa, por que eu tinha que mostrar uma... Coisa pra ele, mas ele não apareceu.
         Grabban olha para Yan e o manda para a direção. Yan sai da sala com raiva do Spencer. Ele pega o celular do bolso e liga para o garoto, mas está desligado.
- Spencer, por onde você anda? Que droga!

Capítulo 04: I want to hold your hand. (Part.: 02)


Louis estava na escola esperando Dorothée. Ele estava sentado em um banco que ficava na portaria junto com mais dois amigos. Charlie e Douglas, os dois eram de sua classe.
Ele olhava para o relógio com freqüência à espera de sua namorada. Mas não imaginara ele que Dorothée estava com Spencer.
- Ela está demorando demais, não acredito. Ela nunca foi de se atrasar.
- Ah, qual é, Louis, dá um tempo, né. Vai dizer que a sua namorada é cem por cento certinha? Que isso, cara. – disse Charlie olhando para Louis.
- É verdade, eu que sou cem por cento certinho e já me atrasei.
         Charlie e Douglas riram, menos Louis que pensava na garota. Os garotos se despedem de Louis e saem de perto do garoto, que fica sentado esperado a namorada.

         Spencer notara que Dorothée não estava indo em direção a escola. Ele conhecia aquele lugar como a palma de sua mão. Mas, agora, ele não sabia onde estava. Porém, deixou de lado.
- Sabe o que eu acho? – disse Spencer olhando pra rua.
- O quê?
- Que você devia colocar uma música mais animadinha, sabe?
         Dorothée olha para o garoto por alguns segundos. Mas logo volta a olhar pra frente.
- OK então. Coloque uma música mais “animadinha”.
         Spencer tira um Pen Drive do bolso e pluga numa porta USB que havia no carro, próximo da marcha. Ele vai passando as músicas até achar uma de seu agrado.
- I like where we are. When we drive in your car. I like where we are. Here.
         A garota olha sem jeito para Spencer. Ele sentiu algo em seu olhar e logo começou a cantar baixinho. Sua voz era como um sussurro. Ele batia os pés no chão do carro e suas mãos batiam na sua coxa.
         Ele começa a olhar o carro. De fato, era bem bonito. Dorothée devia ter comprado o carro faz pouco tempo, o cheiro era de novo. Spencer olha pra a rua e olha para a garota.
- Onde nós estamos mesmo? Porque eu to achando que você tá um pouco perdida.
         A garota não responde e Spencer olha para ela com cara de pânico.
- Não acredito que caí na sua lábia. Oh, céus. Para onde você tá me levando?
Ela ri da sua cara, mas não liga para o garoto. Que começa a bater de leve no vidro gritando “Socorro!” e encostando o rosto do vidro. Ele logo se senta direito no banco e olha para o porta-luvas.
- Você tem uma arma? – ele olha para a garota com um sorriso bobo no rosto.
- O quê? Não! – ela olha para o garoto. – Por que acha isso?
- Não sei se devo acreditar em você. – Spencer levanta uma sobrancelha.
Ele abre o porta-luvas devagar e logo abre todo. Ele prestava atenção em tudo que tinha lá.
- Vamos ver... Olha, doces. Há quanto tempo será que eles estão aqui? – ele coloca um em sua boca com um pouco de medo, mas logo dá de ombros e come tudo. Ele olha pra garota e com a boca cheia pergunta – Quer?
- Não, obrigada. – respondeu Dorothée rindo.